quinta-feira, 8 de abril de 2010

Réflexions d'un bruja conscience


Não sou uma usurpadora, nem do coração nem do destino dos outros, nem possua a submissão de uma mulher ateniense, acredito num esquema perfeito de soluções divinas onde ninguém perde e nem vence o tempo todo, apenas aprende quando tem sabedoria, ou procrastina a solução quando se recusa a enxergar, ou seja aprenderá depois.

As palavras chaves são fé e aceitação , sinônimos elas são, só a fé nos livra dos nossos medos
e a aceitação elimina a ansiedade, afinal amanhã será um dia que nunca aconteceu desde o dia que o mundo foi criado, não poderei interferir no seu esquema, mas sou protagonista do meu coração o meu pensamento definirá como eu me sentirei nesta nova manhã.

O meu carrasco se esconde no meu passado, nas escolhas que eu fiz quando reagi á ação do incontrolável, isso eu também protagonizo, será que o futuro será um deja vu , mas esse dia nunca existiu antes? Como poderá ser igual? Não será, nunca será .
Atente-se para as mudanças,liberte as pessoas, não se sinta responsável pelo andar da carruagem ,você precisa seguir sempre em frente, com fé e não reclame do cavalo nem da poeira da estrada eles te levaram um lugar maravilhoso ao Seu verdadeiro destino.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

cada um é sujeito de sua própria história






além da superioridade e da inferioridade.


Aconteceu... Um homem muito arrogante, um guerreiro, um samurai, veio ver um mestre Zen. O samurai era muito famoso, muito conhecido por todo o país, mas olhando para o mestre, olhando para a beleza do mestre e na graça do momento, ele subitamente sentiu-se inferior. Talvez ele tenha vindo com um desejo inconsciente de provar sua superioridade. Ele disse ao mestre “Porque estou me sentindo inferior? Apenas um momento antes, tudo estava ok. Quando entrei na sua corte subitamente me senti inferior. Eu nunca me senti assim. Minhas mãos estão tremendo. Sou um guerreiro, já enfrentei a morte muitas vezes, e nunca senti nenhum medo – porque estou me sentindo assustado?”O mestre disse, “Você espere. Quando todo mundo for embora, eu responderei.” As pessoas continuaram chegando para visitar o mestre, e o homem foi ficando cansado, mais e mais cansado. Lá pela tarde a sala ficou vazia, e não havia mais ninguém, e o samurai disse, “Agora você pode responder?” E o mestre disse, “Agora, venha para fora.”Uma noite de lua cheia – a lua estava justamente surgindo no horizonte... E ele disse, “Olhe para estas árvores, essa árvore alta no céu e essa pequena árvore. Ambas têm existido ao lado da minha janela por anos, e nunca houve nenhum problema. A árvore menor nunca disse, ‘Porque me sinto inferior diante de você?’ para a árvore grande. Como isso é possível? Esta árvore é pequena, e aquela árvore é grande, e eu nunca ouvi qualquer cochicho.”O samurai disse, “Porque elas não podem comparar.”O mestre disse, “Então você não precisa me perguntar; você sabe a resposta.”Comparação traz inferioridade, superioridade. Quando você não compara, toda inferioridade, toda superioridade desaparece. Assim você é, você está simplesmente aí. Um pequeno arbusto ou uma grande árvore – isso não importa; você é você mesmo. Você é necessário. Uma folha de grama é tão necessária quanto a maior estrela. Sem a folha de grama Deus será menor do que ele é. O canto do cuco é tão necessário tanto quanto qualquer Buda; o mundo será menor, será menos rico se o cuco desaparecer.Apenas olhe ao redor. Tudo é necessário, e tudo se encaixa. È uma unidade orgânica: ninguém é mais elevado .

e ninguém é mais baixo, ninguém é superior, ninguém é inferior. Todos são incomparáveis, únicos.





osho




www.osho.com

domingo, 11 de novembro de 2007

solidoe





do Lat. solitudine, através de solidoe
s. f.,
estado de quem está só;
lugar ermo, solitário.



*Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo...

isto é carência


Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... Isto é saudade!


Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes para realinhar os pensamentos... Isto é equilíbrio!


Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente... Isto é um princípio da natureza!


Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado... Isto e circunstância!


Solidão é muito mais do que isto...


SOLIDÃO é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma.


(ainda não decidiram quem escreveu esse poema,atribuem no a chico buarque independente de quem seja é esclarecedor e lúcido )


*** só


sábado, 3 de novembro de 2007

crônica do amor



Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem,

caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.


O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar


Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.


Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.

Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera


Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco


Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então?


Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo


Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?


Não pergunte pra mim você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.


É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível


Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?


Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados


Não funciona assim


Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível


Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó


Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa


arnaldo jabor
*** SAPINHO DE CHAPADA, INVOCADINHO ELE ,FAZ O MEU TIPO

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

domingo, 14 de outubro de 2007

arcano 0 o louco











última carta do tarô que também pode ser considerada a primeira
o seu papel é nulo.É um ser irresponsável, inconsciente e passivo que se arrasta de maneira irracional.O chapéu de bufão indica incoerência e multiplicidade. O louco é um aviso a não abandonar a razão já que o infinito nos faz esse convite.
A lição do louco é uma evolução exclusivamente interior que renunciou aos bens materiais e à ambição.É o mesmo homem que iniciou os arcanos maiores, o louco é a voz da verdade, só que livre das convenções sociais.
Sentindo-se um zero. Sentindo-se nada. Sentindo-se tudo.

mapa


Me colaram no tempo, me puseram uma alma viva e um corpo desconjuntado

Estou limitado ao norte pelos sentidos, ao sul pelo medo

a leste pelo Apóstolo São Paulo, a oeste pela minha educação.

Me vejo numa nebulosa, rodando sou um fluído,

depois chego à consciência da terra, ando como os outros, me pregaram numa cruz, numa única

vida.

Colégio. Indignado, me chamam pelo número, detesto a hierarquia.


Me puseram o rótulo de homem, vou rindo, vou andando, aos solavancos.

Danço. Rio e choro, estou aqui, estou ali, desarticulado,

gosto de todos, não gosto de ninguém, batalho com os espíritos do ar,

alguém da terra me faz sinais, não sei mais o que é o bem

nem o mal.


Minha cabeça voou acima da baía, estou suspenso, angustiado, no éter,

tonto de vidas, de cheiros, de movimentos, de pensamento,

não acredito em nenhuma técnica

Estou com os meus antepassados, me balanço em arenas espanholas,

é por isso que saio às vezes pra rua combatendo personagens imaginários

depois estou com os meus tios doidos, às gargalhadas,na fazenda do interior, olhando os girassóis do jardim

Estou no outro lado do mundo, daqui a cem anos, levantando populações...

Me desespero porque não posso estar presente a todos os atos da vida.

Onde esconder minha cara? O mundo samba na minha cabeça.

Triângulos, estrelas, noite, mulheres andando,

presságios brotando no ar, diversos pesos e movimentos me chamam a atenção

o mundo vai mudar a cara,

a morte revelará o sentido verdadeiro das coisas


Andarei no ar.

Estarei em todos os nascimentos e em todas as agonias,

me aninharei nos recantos do corpo da noiva,

na cabeça dos artistas doentes, dos revolucionários

Tudo transparecerá:

vulcões de ódio, explosões de amor, outras caras aparecerão na terra,

o vento que vem da eternidade suspenderá os passos

dançarei na luz dos relâmpagos, beijarei sete mulheres

vibrarei nos cangerês do mar, abraçarei as almas no ar

me insinuarei nos quatro cantos do mundo.


Almas desesperadas eu vos amo. Almas insatisfeitas, ardentes.

Detesto os que se tapeiam,

os que brincam de cabra-cega com a vida, os homens "práticos". ..

Viva São Francisco e vários suicidas e amantes suicidas,

os soldados que perderam a batalha, as mães bem mães,

as fêmeas bem fêmeas, os doidos bem doidos.

Vivam os transfigurados, ou porque eram perfeitos ou porque jejuavam muito.

viva eu, que inauguro no mundo o estado de bagunça transcendente.

Sou a presa do homem que fui há vinte anos passados,

dos amores raros que tive,

vida de planos ardentes, desertos vibrando sob os dedos do amor,

tudo é ritmo do cérebro do poeta. Não me inscrevo em nenhuma teoria,

estou no ar,

na alma dos criminosos, dos amantes desesperados,

no meu quarto modesto da praia de Botafogo,

no pensamento dos homens que movem o mundo,

nem triste nem alegre, chama com dois olhos andando,

sempre em transformação.


Murilo Mendes


* Murilo me entende
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